Spotify chega ao Brasil para combater pirataria na música
Após meses de especulação, o Spotify finalmente chegou plenamente ao Brasil, onde só funcionava para alguns testadores em esquema de convite. A partir de hoje, o serviço sueco de streaming de músicas está disponível a qualquer internauta brasileiro.
O país é o 58º a contar com o produto, que tem 30 milhões de músicas e mais de 1 bilhão de playlists criadas pelos usuários. Segundo Gustavo Diament, representante do serviço por aqui, são adicionados 20 mil sons todos os dias: “Não temos todas as músicas do mundo, mas estamos trabalhando nisso.”
 
Por quanto? 
 
O serviço chega com dois planos, um deles é gratuito, mas tem publicidade. Segundo Diament, 25% dos clientes acabam migrando para a versão premium, que custa US$ 6 por mês e depende de um cartão de crédito internacional para ser assinado – nos Estados Unidos, o mesmo pacote sai por US$ 10. Em breve o valor será convertido para reais, ficando em R$ 14,90.
 
Os dois planos permitem execuções em aparelhos móveis, mas no gratuito só é possível ouvir músicas em ordem aleatória. O mobile é mercado prioritário para a empresa, que tem um sistema de compressão de dados e buffer para melhorar a experiência do usuário.
 
Pirataria na mira 
 
De acordo com Diament, a chegada do Spotify representa um reforço no combate à pirataria musical, tanto que a empresa nem considera seus pares, como Deezer e Rdio, como os principais concorrentes: a meta é reduzir o mercado ilegal como ocorreu na Suécia, onde o lançamento do Spotify fez cair a pirataria em 30%.
 
Em seis anos de atividade, a empresa já pagou mais de US$ 1 bilhão a detentores de direitos autorais. “Nosso desafio era criar algo tão bom quanto o Napster, mas com um modelo de negócios benéfico para a indústria”, comentou o executivo. No mundo todo já foram fechados mais de 300 mil acordos, que não são feitos diretamente com os artistas, e sim com gravadoras e distribuidoras – a página Spotify Artist, que explica os trâmites, será lançada em português.
 
Diament acredita que o streaming ganhará força no Brasil à medida que a infraestrutura da internet melhore e os smartphones fiquem mais baratos, dois movimentos que já são vistos no país. “Ainda existe muito a fazer para divulgar o streaming de música no Brasil. Não dá pra assumir que todo mundo já conhece”, disse.

Fonte: Olhar Digital 


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