Smartphones têm o dobro de jogadores dos consoles

De acordo com pesquisa feita pela Intel, o número de jogadores de smartphone é praticamente o dobro dos que preferem os consoles. Em um recorte de 500 entrevistados, cerca de 82% deles responderam jogar mais no espectro móvel, ao passo que consoles de mesa detém a preferência de 44% dos pesquisados.

Já no comparativo com os “PC gamers”, as plataformas maiores perdem popularidade: 60% (antes, 71%) dos jogadores preferem os notebooks, enquanto os desktops se mantiveram inalterados em 69% (as vendas de PCs sem uma finalidade específica, porém, aumentou em 40%).

Segundo o diretor de marketing da Intel, Carlos Buarque, as recentes mudanças no paradigma da indústria brasileira de jogos reflete isso: “Há celulares desenvolvidos pensados no público gamer. E, preferencialmente, para o público gamer feminino, que superou o masculino em 2016 e se mantém até então”, disse o executivo ao jornal Correio do Estado.

Sobre o mercado dos PCs e notebooks, os números refletem uma mudança recente na curva de intenção dos jogadores: “O motivo das pessoas comprarem PC, no fundo, é diversão. O que elas querem é se divertir. E querem se divertir melhor e mais barato”, conta.

“Normalmente, o gamer prioriza na compra do computador os componentes mais difíceis de trocar depois, como a placa mãe e o processador, seguidos da placa de vídeo, e acaba deixando o HD, storage e memória para trocar depois, que não são tão caros”. Buarque diz que uma parcela considerável dos jogadores de PC (48%) montam as suas próprias máquinas para jogar, embora opções “gamer” existam nas principais magazines do país.

O smartphone ter a preferência do público brasileiro não é exatamente uma informação nova: em 2018, por exemplo, uma pesquisa da PayPal em parceria com a Superdata chegou aos mesmos números (82%) para jogadores que preferem os smartphones.

É importante citar, porém: a soma dos percentuais de ambas as pesquisas mostram que os grupos citados se sobrepõem, ou seja, jogadores de consoles também são ávidos consumidores de aplicativos de smartphones. Não há quantificação exata dessa parte dos dados e, mais além, diversos jogos de console costumeiramente ganham os chamados “companion apps” — aplicativos de smartphone que servem de complemento interativo e, por vezes, em tempo real, do jogo reproduzido em um console de mesa.

Isso tudo auxilia no planejamento de lançamentos das produtoras, que tendem a determinar qual produção será lançada em qual plataforma e o público-alvo a recebê-la. No Brasil, pelo menos, tudo indica que o foco continuará sendo nas telas touch dos smartphones.

Fonte: Canal Tech

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