Senado estuda reduzir impostos cobrados sobre games
Eu sou um pessimista por natureza e provavelmente é por isso que não dei muita bola para uma iniciativa que surgiu na internet recentemente. Na forma de um abaixo-assinado criado no portal e-Cidadania, a ideia era pedir a redução dos impostos cobrados sobre os games no Brasil e depois da campanha ter conseguido as 20 mil assinaturas necessárias em apenas um dia, o Senado Federal anunciou que a proposta passará pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa.
 

“O autor, conforme consta de sua justificação, considera alta a carga tributária incidente sobre esse tipo de produto e entende que isso desestimula os brasileiros e comprarem games,” diz a página que traz as notícias do Senado. “Por isso, propõe fixar em 9% os impostos cobrados nesses jogos. O senador Telmário Mota (PTB-RR) foi designado relator da matéria e deve emitir parecer inicial sobre a Sugestão.”
 
Além de ter sido divulgada por lá, a novidade também apareceu no Facebook oficial do Senado Federal, que também iniciou uma consulta pública online sobre o assunto onde qualquer pessoa pode dizer se concorda ou não com esta redução. Talvez o mais impressionante seja perceber que embora mais de 106 mil tenham dito que sim, alguns se mostraram contrários.
 
Sendo um dos maiores entraves para empresas que querem vender seus jogos e consoles por aqui, o que consequentemente dificulta muito a vida daqueles que gostam de videogames, os impostos cobrados sobre os games são simplesmente absurdos, sendo maior até do que os praticados nos revólveres. Duvida? Pois recentemente o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário fez um levantamento sobre os 10 produtos mais tributados no Brasil e a lista é a seguinte:
 
Cachaça — 81,87%
Casaco de Pele — 81,86%
Vodca — 81,52%
Cigarro — 80,42%
Perfume Importado — 78,99%
Caipirinha — 76,66%
Vídeo Game — 72,18%
Revólver — 71,58%
Perfume Nacional — 69,13%
Motos acima de 250 cc — 64,64%

Talvez alguém tenha uma justificativa minimamente plausível para os games figurarem ao lado de bebidas alcoólicas, armas, cigarros e casacos de pele, mas eu sinceramente não consigo encontrar uma. A reserva de mercado até poderia ser uma, mas como a indústria nacional é praticamente nula neste sentido, penso que já tenha passado da hora de acabarmos com tamanho abuso.
 
Não há dúvidas de que torço muito para que essa proposta vá para frente e mesmo que a redução não seja tão grande, que ela aconteça o quanto antes. Porém, como eu disse lá no início, não sou um cara muito otimista e acho até que ficarei bastante surpreso caso um dia os engravatados de Brasília atendam nosso pedido.
Fonte: MeioBit
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