Queda nas vendas de iPhone dão prejuízo a diversos fornecedores
Com a primeira queda nas vendas de iPhone desde o lançamento da linha de smartphones da Apple, o efeito negativo parece não ter impactado apenas a fabricante de iDevices, “rebatendo” também em diversas de suas fornecedoras.

Os aparelhos, que foram criticados por “não trazerem inovação suficiente”, sempre tiveram números estratosféricos no mercado, fazendo com que Cupertino batesse constantemente recordes de venda; porém, com o lançamento dos iPhone 6s e 6s Plus, os consumidores não ficaram tão impressionados quanto a empresa esperava.
 
Uma das principais fornecedoras, a Foxconn Technology Group, relatou semana passada que sua receita caiu 9,2% se comparado ao mesmo período do ano passado.
 
Prevendo a continuidade da queda, diversas fabricantes como, por exemplo, a firma taiwanesa Pegatron Corp., já estão de olho em novas oportunidades; Charles Lin, o próprio CEO da companhia, informou uma queda de 35,1% na sua receita para o primeiro trimestre, e já disse que sua próxima aposta serão os setores automotivos e de Internet das Coisas.
 
A fabricante Japan Display Inc, reportou que seu ano fiscal caiu de ¥31.8 bilhões (mais de R$1 trilhão) para apenas ¥12.3 bilhões (cerca de R$392 milhões), bem como a Sharp (responsável pelas telas dos iPads) que teve um prejuízo de mais de US$1 bilhão de dólares.
 
Até mesmo a Sony Corp., que fornece os módulos de câmera para diversas fabricantes, relatou uma queda de ¥28.6 bilhões (por volta de R$864 milhões) em seus lucros, seguida da Largan Precision Co, também fornecedora de câmeras, que reportou quedas de 18% nos lucros para o primeiro trimestre de 2016.
 
Mas nem só os fabricantes de chips, câmeras e displays foram afetados; A Nidec Corp, que fabrica os módulos hápticos para o Force Touch dos iPhones e Apple Watches, disse que superestimou a demanda de mercado, o que acabou fazendo com que a empresa lucrasse ¥6.5 bilhões (em torno de R$207 milhões) abaixo do esperado.
 
História se repetindo
 
O cenário atual é, na verdade, a repetição de uma crise antiga que conseguiu ser facilmente contornada por causa do lançamento do primeiro modelo de iPhone em 2007, considerado o gadget mais influente de todos os tempos.
 
Em outras palavras, tudo que o mercado precisa é de um novo grande produto revolucionário, que possa desencadear vendas suficientes para colocar todas essas montadoras no mesmo patamar de antes.
 
Se pararmos pra pensar, temos muitas promessas de sucesso atualmente sendo desenvolvidas como, por exemplo, a infinidade de produtos conectados à Internet das Coisas, diversas propostas em relação ao uso da Realidade Virtual (que será um dos focos na próxima Google I/O), e até mesmo, os carros autônomos, que alguns pesquisadores acreditam estar muito à frente de nosso tempo.

Fonte: Tudocelular 


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