Quase 95% das pessoas usa a web para trocar mensagens em aplicativos

Pela primeira vez, o IBGE estimou não só quantos brasileiros usam a internet, mas também quais são as atividades mais populares na rede. A resposta não poderia ser diferente: no país do WhatsApp, 94,5% afirmam que se conectam para trocar mensagens por meio de aplicativos. Assistir a vídeos em plataformas como YouTube e Netflix aparece na segunda colocação, com 76,4% das respostas, enquanto chamadas de voz e vídeo — outra função dos aplicativos de comunicação — vem em seguida, com 73,3%. Enviar e receber e-mails é o que menos se faz na internet brasileira: 69,3% afirmaram que usam esse serviço, que já foi, no passado, um dos principais motivos para se conectar à web.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua de 2016, divulgada nesta quarta-feira. Em números absolutos, o Brasil tinha 116 milhões de usuários de internet naquele ano. Desse total, 109,3 milhões afirmaram que usam aplicativos de mensagens. Outros 65 milhões não usavam o serviço, a maior parte por falta de conhecimento.

“Isso tem uma explicação. É a história do WhatsApp, de ficar mais barato mandar mensagem. Basta estar num guarda-chuva de WiFi que você resolve sua situação. Esteja onde estiver, em outro estado, em outro país. Isso aproxima as pessoas que estão distantes”, destaca Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

As opções indicadas pela pesquisa não se excluem. Ou seja: a mesma pessoa que respondeu que usa a internet para trocar mensagens pode também ter respondido que assiste a vídeos. Por isso, os percentuais somam muito mais que 100%.

CELULAR É MEIO DE ACESSO, MAS 41 MILHÕES NÃO TÊM APARELHO

A popularidade dos aplicativos de mensagem conversa com outro dado da pesquisa, que já vinha sendo observado em outros levantamentos do tipo: o uso de internet móvel como principal meio de acesso. A banda larga móvel foi usada por 76,9% das pessoas para se conectar em 2016, enquanto 77,1% afirmaram ter celular para uso pessoal. “Os aparelhos móveis celulares, inicialmente restritos à sua finalidade básica de telefonia, no decorrer do tempo, foram sendo desenvolvidos para agregar outras funções, ampliando as suas possibilidades de uso, dentre as quais a de acesso à internet”, destaca o relatório do IBGE.

Na mesma pesquisa, no entanto, o instituto destaca que 41,1 milhões de pessoas ainda não têm aparelho próprio para uso pessoal, o que representa 22,9% da população de 10 anos ou mais. A justificativa mais citada para não ter o eletrônico foi o preço do aparelho, apontada por 25,9% das pessoas.

Fonte: O Globo

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