Qualcomm irá construir fábrica no Brasil para acelerar a adoção de IoT no Brasil

Através de uma join-venture formada pela norte-americana Qualcomm e a chinesa USI, a região de Campinas (SP) receberá uma fábrica com o intuito de acelerar o desenvolvimento de semicondutores para IoT (internet das coisas) e smartphones. O investimento nesse empreendimento será de US$ 200 milhões. A previsão é que a fábrica passe a operar em 2020 – ano que muitos analistas consideram que acontecerá o grande boom da internet das coisas.

Esse Centro de Referência para Cidades Inteligentes que deve criar até 1 mi novas vagas de emprego funcionará como uma colaboração público-privada com um centro de pesquisa ou universidade a serem selecionados. O objetivo principal deste centro de referência é demonstrar o que existe de mais avançado em soluções para cidades inteligentes e apoiar administradores públicos no entendimento do potencial e na aplicação destas novas soluções para cidades brasileiras.

“A Qualcomm Technologies entrega diariamente mais de um milhão de chips para Internet das Coisas e tem amplas condições de apoiar o ecossistema nacional de IoT”, afirmou Rafael Steinhauser, vice-presidente sênior e presidente da Qualcomm para a América Latina. “A Internet das Coisas pode melhorar a produtividade do país, além de abrir grandes oportunidades de qualidade de vida e econômicas. Com soluções sendo desenvolvidas localmente, temos maior capacidade de atender as demandas específicas do brasileiro para a implementação da tecnologia”.

Em outubro do ano passado, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apresentaram o estudo “Internet das Coisas: um plano de ação para o Brasil”, que inclui um plano de ação detalhado para o fomento e implantação de novas tecnologias no país. De acordo com o relatório, a aplicação de tecnologias de Internet das Coisas pode gerar um impacto econômico de US$ 50 a 200 bilhões por ano até 2025, o que representa cerca de 10% do PIB do país.

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