Operadoras falam sobre a dificuldade de levar a cobertura para a região Norte

A Região Norte do Brasil é a que possui menor cobertura das redes de telefonia móvel. O problema agora é que as empresas estão defendendo que levar a cobertura móvel para os distritos da região Norte depende das políticas públicas. Ou seja exige o uso de fundos setoriais e de parcerias com os estados. A posição é unânime entre os representantes das operadoras, segundo eles os executivos, os desafios que precisam ser enfrentados na região inviabilizam investimentos das prestadoras.

Os problemas chegaram aos ouvidos do vice-governador do Pará, Zequinha Marinho, segundo ele, seu estado está estudando a realização de leilão reverso para viabilizar investimentos das operadoras nos distritos. O conceito original visa começar um projeto-piloto em poucas cidades, onde o retorno de parte do ICMS será revertido para as operadoras por um período, ou seja, seria passado dinheiro direto dos cidadãos daqueles municípios para as empresas de telefonia. Para as teles, mesmo esse tipo de parceria pode não ser suficiente, em função da dificuldade em levar infraestrutura para essas localidades.

O problema principal parece ser a falta de Backbone, pelo menos de acordo com o gerente de Controle de Obrigações de Qualidade da Anatel, Vinícius Caram. Para ele, mesmo as obrigações de cobertura rural terão pouco impacto na cobertura da região, uma vez que o raio de cobertura é de apenas 30 km além da sede do municípios e os distritos paraense ou amazonense são muito maiores que isso. Além disso, as operadoras estão optando por oferecer serviço fixo por rádio na zona rural, ao invés de móvel.

Para Leandro Guerra, diretor de Relações institucionais da TIM, existe sim um investimento das operadoras no setor, como a construção do backbone no linhão do Tucuruí. A operadora prevê novos investimentos da região, com a instalação de 2.100 km de fibras ópticas e 3.600 torres, entre 2016 e 2017.

Para Marcos Mesquita, da Oi, as únicas soluções possíveis são o uso da faixa de 700 MHz, que atendem a uma área maior, e que esse espectro só será integralmente liberado em 2019. Vale lembrar que a Oi não adquiriu a faixa de 700 MHz no leilão realizado pela Anatel. No caso da Claro, a empresa afirma que estão se esforçando para atuar no Norte, investindo R$ 1,7 bilhão nos últimos quatro anos na região. Apesar disso, a empresa reconhece que sem políticas públicas não será possível ampliar significativamente a cobertura de dados na região.

No caso da Vivo, a empresa afirmou que já está em todos os municípios do Amazonas. Contudo a operadora acredita que os investimentos nessa região são considerados de risco.

Fonte: Tudo Celular


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