EUA discutem limitação da coleta dos dados de localização dos usuários

Não é novidade que alguns aplicativos são capazes de transmitir seu histórico de localização para anunciantes e outras pessoas que pagam por essas informações. Porém, a forma com que esses dados são coletados e como eles podem ser utilizados é algo surpreendente.

De acordo com o periódico Times, pelo menos 75 empresas recebem dados de localização anônimos de apps que oferecem notícias locais, previsão do tempo e outras informações.

Essas empresas rastreiam até 200 milhões de dispositivos móveis e conseguem detectar a localização precisa de uma pessoa com rapidez, já que essas informações são atualizadas até 14 mil vezes por dia. O faturamento dessas companhias no ano passado foi de US$ 21 bilhões (cerca de R$ 82,3 bilhões).

O negócio é tão rentável que a IBM comprou os apps do The Weather Channel, já que seu usuários costumam digitar seus CEPs para obter a previsão do tempo naquela localidade. A venda dessas informações ajuda empresas a oferecer produtos com base na localização.

Segundo a executiva da empresa de locação GroundTruth, Elina Greenstein, “procuramos entender quem é a pessoa, com base em onde estiveram e para onde estão indo, a fim de influenciar o que farão a seguir”. A empresa possui um aplicativo chamado WeatherBug. Esse app avisa em suas permissões que coletará dados de localização para fornecer anúncios personalizados, e envia essas informações para 40 empresas. Algumas delas informaram que não solicitaram esses dados.

Ainda de acordo com o Times, Google e Facebook são os líderes em publicidade baseada em localização. Ambos dizem que, enquanto coletam dados de seus respectivos aplicativos, não os vendem para outras pessoas.

Apple e Google fizeram mudanças para limitar o uso de dados de localização, impedindo que apps inativos captem esses dados constantemente, no caso do Android. A Apple diz que os desenvolvedores podem usar os dados de localização apenas para fornecer um recurso para um aplicativo específico ou para disseminar anúncios que atendam às diretrizes da Apple.

O tema chamou a atenção do parlamento norteamericano. O senador Ron Wyden propôs projetos de lei que limitariam a coleta de dados de localização e sua venda. De acordo com o parlamentar democrata, “A informação de localização pode revelar alguns dos detalhes mais íntimos da vida de uma pessoa – se você visitou um psiquiatra, se você foi a uma reunião de AA, quem você pode namorar. Não é certo ter consumidores mantidos no local. escuro sobre como seus dados são vendidos e compartilhados e, em seguida, deixá-los incapazes de fazer qualquer coisa sobre isso”.

Enquanto o tema ainda é discutido, os usuários de smartphones precisam escolher entre receber serviços gratuitos em troca dos seus dados de localização para apps que nem sempre informam sobre a sua venda para empresas de terceiros.

Fonte: TudoCelular


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