🚦 Disney+ não funciona no Linux devido ao DRM

A maioria dos principais serviços de streaming de conteúdo online funcionam no Linux através dos navegadores Google Chrome e Firefox “graças” ao plugin “Widevine”, ou seja, trata-se do principal componente que permite que os usuários Linux acessem conteúdo no Netflix, Amazon Prime e muitos outros. No entanto, o Disney+ ainda não entra nessa lista.

Em teoria, não há razão técnica para que as pessoas não possam assistir ao Disney+ em sua distribuição Linux favorita usando o Widevine também, já que o serviço o usa no Windows e no macOS. Há um mês, o desenvolvedor holandês Hans de Goede chegou a compartilhar com a empresa os problemas, dos quais a Disney disse estar ciente e que seu departamento de TI estava “trabalhando duro para resolvê-los”, porém, até então, nada foi feito.

Acontece que o Disney+ requer um nível de segurança de DRM mais alto no plugin Widevine do que o Linux é capaz de suportar (sendo três níveis de segurança no total), como bem explica Goede em seu blog pessoal:

“A Widevine tem três níveis de segurança e muitos dispositivos, incluindo o Linux no desktop e muitos dispositivos Android, suportam apenas o nível 1. Nesse caso, por exemplo, a Netflix não oferece resoluções Full HD ou 4K, mas, caso contrário, tudo funciona bem, o que é um equilíbrio entre DRM e usabilidade que posso aceitar”, disse o desenvolvedor.

“O Disney+ [por outro lado] parece ter os recursos de drm kranked (sic) até as configurações draconianas máximas e simplesmente não funcionará em muitos dispositivos Android, nem nos Chromebooks nem no Linux para desktop.”

Como bem lembra Goede, o Linux não é o único lugar que o serviço de streaming da Disney sofre com problemas. A Internet está repleta de pessoas que encontram o temido “Error Code 83” em outras plataformas e dispositivos e reclamam disso. A empresa até “aconselha” as pessoas afetadas pelo erro (e a falta de suporte ao Linux) a acessar o serviço usando o aplicativo mobile Dinsey+ para Android e iOS.

Mas isso é um tremendo banho de água fria para aqueles assinantes de serviços concorrentes que funcionam perfeitamente bem pelo navegador. Com milhões de potenciais clientes do Disney+ usando Linux e Chrome OS, a Disney ainda pode optar por “reinicializar” seus requisitos de DRM altos desnecessariamente restritivos, assim como a Netflix fez no passado.

Fonte: LinuxBuzz


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