Brasil tenta escapar de vigilância dos EUA com novos cabos e satélite

Poderia ser Senhor dos Anéis, mas na verdade é uma batalha entre a Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos e o Brasil: o país pretende usar novos cabos e satélites para escapar do olho que tudo vê.

Depois das recentes revelações de que os Estados Unidos tiveram acesso a emails e telefonemas de usuários brasileiros, inclusive da própria presidente Dilma Rousseff, o governo está aumentando seus esforços para melhorar a segurança das comunicações no país: um novo satélite foi adquirido, burocratas em Brasília estão agora usando plataformas de e-mail seguras e até mesmo um cabo de fibra óptica próprio foi implantado para a comunicação com governos de países vizinho.

Com as medidas, o governo espera pelo menos reduzir a quantidade de informação disponível para a Agência. Mas não parece que será assim tão fácil: autoridades brasileiras estão admitindo que a implantação de novas tecnologias é cara e difícil, e mesmo assim não há garantia de driblar completamente a rede de espionagem dos EUA.

As primeiras revelações sobre o programa da NSA, que se tornaram públicos em julho, incluíam documentos mostrando que a Agência e a CIA mantinham, juntos, estações de monitoramento de satélites em 64 países, incluindo uma em um bairro residencial de Brasília.

Para acabar com a monitoria, o governo concluiu um processo de seleção para a produção de um novo satélite a ser dividido por autoridades civis e pelas Forças Armadas. Mas talvez a decisão acabe ajudando em outras situações: o dispositivo oferecerá acesso a internet banda larga em partes remotas do Brasil e ampliará a rede digital do governo para todo o país.

Embora o país esteja fazendo de tudo para não ser notado pelos olhos da vigilante Agência, o presidente da Comissão de Relações Exteriores, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), que apoiou a criação de uma CPI sobre a espionagem da NSA, disse que o país não deve se enganar: “Por mais que façamos, jamais será suficiente para impedir a vigilância eletrônica dos EUA, porque a tecnologia atual é ilimitada”, explicou.

Fonte: Código Fonte


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