Brasil faz primeiro teste de 4G em 450 MHz para áreas rurais

O Brasil vai poder levar banda larga 4G, baseado em Long Term Evolution (LTE), para áreas rurais, utilizando a nova frequência de 450 MHz, a ser leiloada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em maio próximo. A entrega do serviço de quarta geração em regiões remotas do País com essa faixa será possível por meio de uma tecnologia nacional, considerada inédita no mercado mundial, apresentada nesta-sexta-feira, 24/02.

A solução foi desenvolvida pelo CPqD e testada na manhã desta sexta-feira, na cidade de Campinas (SP). A demonstração foi acompanhada pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que esteve na sede do centro de pesquisas e considerou a nova tecnologia um avanço para o Brasil. 

Segundo o ministro, as tecnologias disponíveis atualmente para a frequência de 450 MHz são baseadas em CDMA, ou seja, permitem a entrega de serviços em cima de 3G. Por isso, o Brasil está dando um passo ao colocá-la em redes LTE. 
Na semana passada a Oi realizou testes do uso da freqüência de 450 MHz em áreas rurais. Mas o piloto foi em rede 3G.
Aumento de interesse por 450 MHz
 
“O LTE em 450 MHz abre perspectivas melhores para o leilão”, disse Paulo Bernardo, que acredita que as teles vão mudar o posicionamento sobre essa faixa. As operadoras não têm demonstrado muito entusiasmo por essa frequência com o argumento de que os investimentos são altos para o retorno esperado. 
“Vimos pela consulta pública que aumentou o interesse pela faixa de 450 MHz. Acho que vamos vendê-la independente de 2,5 GHz”, acredita o ministro.
Paulo Bernardo afirmou que deverá haver dois leilões, uma para cada faixa, sem que seja necessário obrigar a compra do espectro para áreas rurais dos que levarem 2,5 GHz. Essa exigência é estabelecida pelo edital da licitação, que está em consulta pública, tem gerado protesto por parte das operadoras.
Tecnologia nacional
A solução testada pelo CPqD permite entrega de banda larga 4G em áreas rurais com velocidade de 25 Mbps no download e 12,5 Mbps no upload. A tecnologia vem sendo desenvolvida desde 2010 com apoio do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funtel), ligado ao Ministério das Comunicações. 
O projeto é uma plataforma experimental do projeto Rede Sem Fio Avançada (RASF) do CPqD, que receberá em três anos um investimento de 55 milhões de reais, sendo que a maior parte será destinada para a tecnologia para redes LTE na faixa de 450 MHz. 
Fabrício Lira Figueiredo, gerente da divisão de Comunicação Wireless do CPqD, informa que os testes demonstraram que a solução é viável e se tornará em produto comercial com início de fabricação no segundo semestre. A produção ficará a cargo da WxBR, empresa nacional para a qual o CPqD vai transferir as tecnologias de produto. 
A WxBR, que tem 75% de seu capital controlado pela brasileira PadTec e os 25% restantes pela Icatel, vai industrializar o produto e comercializá-lo no mercado global. Samuel Rocha Lauretti, explica que a ideia é lançar uma linha composta por antenas, dispositivos de radiofrequência, split eNodeB e sistema de gerenciamento de rede. 
Lauretti acredita que a WxBR poderá oferecer preços tão competitivos para redes 4G quanto os de seus concorrentes multinacionais. Ele aposta no leilão de LTE para conquistar clientela, mas diz que a empresa está olhando o mercado externo. 
Com esse objetivo, estará junto com o CPqD na Cebit 2012, que começa na próxima semana na Alemanha, exibindo a inovação do Brasil.
Fonte: Computerworld

Serviços
Comentário(s)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Powered by SuaInternet.COM


Serviços

Atendimento OnLine
Enviar...