Apple começa a bloquear apps que identificam aparelhos iOS, diz site

A Apple está rejeitando aplicativos que acessam o UDID (chamado aqui de Identificador, uma combinação alfanumérica de 40 dígitos que identifica um aparelho em particular) de dispositivos iOS, de acordo com desenvolvedores. De acordo com informações do site TechCrunch, trata-se de uma reação da Apple aos congressistas americanos, que debatem sobre os impactos dos aplicativos na privacidade dos usuários.

Os desenvolvedores já teriam sido avisados no fim do ano passado pela companhia de Cupertino que existiam planos de bloquear o acesso a essas informações, porém a empresa acabou adiantando a decisão para agradar aos legisladores. O UDID é útil aos desenvolvedores por diversas razões, como para compilar dados analíticos a respeito do uso de um app, como para fornecer informações a respeito do comportamento do usuário para redes de anunciantes móveis, que são usadas para ajudar as empresas a direcionar melhor as propagandas, entre outros. 
Todavia, coletar informações a respeito do UDID também é uma questão controversa. Em outubro de 2010, uma pesquisa apontou que 68% dos 50 Apps mais baixados da App Store transmitiram de volta informações de identificadores aos desenvolvedores. Dois meses depois, a Apple foi processada devido a acusações de que apps muitos conhecidos estavam coletando UDIDs e enviando para anunciantes. 
Já em fevereiro de 2011, a empresa voltou as tribunais, só que dessa vez por não “informar aos seus usuários móveis que, ao fornecer o identificador aos desenvolvedores, a Apple permite que eles identifiquem informações altamente pessoais e, em alguns casos, comprometedoras, a respeito do uso e das atividades na loja de aplicativos, além do histórico de navegação de internet, que deveria ser anônimo”. 
Outros desenvolvedores questionados na reportagem afirmaram que seria possível que, no futuro, os apps perguntassem de modo explícito aos usuários se eles permitem que seu UDID seja coletado, porém seria esperado que pouquíssimos consentiriam em fazê-lo. Outras alterativas como endereços MAC (controle de acesso de mídia, em tradução livre) poderiam ser utilizados, entretanto, assim como acontece com o UDID, os usuários não podem limpar ou apagar essas informações (como acontece com cookies de internet), logo muitos problemas de privacidade continuariam prevalecendo. 

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