Apenas um quarto dos jogos em Early Access no Steam ganham versões completas
A estratégia de vender acesso antecipado a jogos ainda em desenvolvimento vem se tornando cada vez mais popular entre estúdios independentes, e em alguns casos até mesmo entre grandes desenvolvedoras. O modelo se baseia em oferecer um acesso adiantado a jogos que ainda estão inacabados e, desse jeito, ter feedback de um público mais especial e que realmente se importa com o jogo, além de ganhar uma graninha para ajudar na produção.

Entre os sucessos recentes que foram lançados com ajuda do serviço no Steam (ou fora dele), podemos citar Day Z, Minecraft, Broforce e Prison Architect. O que parece não estar certo é que estes jogos citados fazem parte de uma minoria – grande parte dos games do programa acabam nem chegando às suas versões completas.
 
Segundo uma pesquisa da EEDAR (Electronic Entertainment Design and Research), empresa americana de consultoria especializada na indústria de games, e divulgado no GamesIndustry, apenas 25% dos jogos em Early Access se desenvolvem até chegar em jogos completos para seu público. Os números divulgados podem até mostrar um índice ruim dos lançamentos recentes, mas não é bem assim. Ao pegarmos porcentagens de períodos anteriores – em 2013, 42% se tornaram jogos completos e dos nove primeiros games que foram disponibilizados no Steam no início do programa, apenas 3 deles vingaram (33%) – podemos ver que os números não são lá muito diferentes e que talvez o problema esteja na forma como as coisas são tocadas.
 
“Existem claramente muitos benefícios no modelo de Early Access, mas também há a possibilidade de promessas falsas para os consumidores. Isso não é diferente de outros modelos na indústria de jogos, como o financiamento coletivo através do Kickstarter ou vender season pass, onde o consumidor paga adiantado para ter um conteúdo prometido”, diz o analista da EEDAR, Patrick Walker. “Uma diferença notável entre estes modelos e o Early Access do Steam é a falta de uma janela fixa de lançamento. No Early Access, um jogo pode, teoricamente, ficar em desenvolvimento e ser vendido a consumidores indefinidamente, enquanto um season pass libera o conteúdo em uma data específica e todos os projetos do Kickstarter possuem uma data de lançamento já estimada”.
 
A análise ainda afirma que quatro entre os cinco gêneros mais populares do Early Access – ação, tiro, RPG e simulação – possuem os menores índices de lançamentos e que, em média, os jogos dentro do programa costumam ser mais caros que os lançamentos completos.
 
Não é de hoje que este modelo de negócio vem mostrando alguns buracos, e podemos enumerar vários casos em que os consumidores simplesmente caíram em golpes dentro do programa. Talvez seja a hora da Valve tomar uma atitude mais firme com relação ao Early Access. Alguém precisa dar uma conversada com o nosso querido Gabe.

Fonte: Código Fonte 


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