Dead by Daylight vai entrar em uma nova fase no combate aos trapaceiros. A Behaviour Interactive anunciou a iniciativa “Anti-Cheat Trials”, uma série de testes temporários com diferentes soluções antitrapaça no PC — e a primeira a entrar em cena será o Denuvo Anti-Cheat, a partir de 2 de setembro.
O jogo utiliza atualmente o Easy Anti-Cheat, que está habilitado para usuários de Linux e SteamOS. Por isso, o anúncio levantou uma pergunta imediata na comunidade: o que muda para quem joga no Steam Deck ou via Proton? A desenvolvedora se antecipou e afirmou que o suporte continua.
Como funcionarão os testes do anti-cheat
Em comunicado publicado na Steam, a Behaviour explicou que os testes acontecerão ao longo dos próximos meses, diretamente no jogo, no PC, para medir a capacidade de cada provedor em detectar trapaças.
“A partir de 2 de setembro, daremos início à nossa iniciativa Anti-Cheat Trials, enquanto investigamos como diferentes provedores de anti-cheat podem melhorar a sua experiência em jogo. Ao longo dos próximos meses, realizaremos testes temporários das ferramentas desses provedores diretamente no jogo, no PC”, afirmou o estúdio.
A decisão final não virá apenas dos números: “Ao comparar o feedback e as percepções de vocês com os dados concretos de cada teste, conseguiremos encontrar a solução que funcione melhor para o Dead by Daylight e para a nossa comunidade.”
“Não é DRM”, reforça o estúdio
Um dos primeiros esclarecimentos da Behaviour ataca o maior estigma da marca: a Denuvo é conhecida pela sua tecnologia antipirataria (DRM), frequentemente acusada de impactar o desempenho dos jogos. Segundo o estúdio, não é esse o caso aqui.
“O teste da próxima semana destaca a solução de anti-cheat da Denuvo. É importante observar que isso não inclui — e não incluirá — nada relacionado a DRM, já que o Denuvo Anti-Cheat é diferente do Denuvo Anti-Piracy.”
O Denuvo Anti-Cheat opera com driver em nível de kernel no Windows, uma escolha de projeto que já gerou debates sobre segurança e desempenho no passado — como no caso de DOOM Eternal, em 2020. A diferença, agora, é que a tecnologia também oferece suporte oficial a Linux, o que reduz o risco de quebra de compatibilidade.
E no Linux e no Steam Deck? Suporte continua
Este é o ponto que mais preocupa a comunidade Linux: hoje, o Easy Anti-Cheat do Dead by Daylight funciona no SteamOS/Linux, e o temor era que a migração para o Denuvo quebrasse essa compatibilidade — um problema recorrente em jogos com anti-cheat em nível de kernel.
Desta vez, porém, a Behaviour Interactive afirma que a “compatibilidade com o Steam Deck e o Proton foi testada e continuará sendo suportada”, além de prometer monitoramento constante: “Estamos testando continuamente a compatibilidade e o desempenho de cada provedor de anti-cheat para garantir uma experiência sem interrupções”.
Reação da comunidade é mista
A recepção do anúncio foi dividida. Parte dos jogadores celebrou a manutenção do suporte a Linux e Steam Deck; outra parte manifestou desconfiança em relação à Denuvo como empresa, mesmo reconhecendo que o anti-cheat não é DRM — um sentimento que acompanha a marca desde a estreia dos seus drivers em nível de kernel.
O que esperar dos próximos meses
O teste de 2 de setembro é apenas o primeiro de vários: a Behaviour afirmou que vai avaliar “diferentes provedores de anti-cheat” ao longo dos próximos meses antes de bater o martelo sobre uma solução definitiva. Até lá, o jogo segue com o Easy Anti-Cheat em todas as plataformas.
Para os jogadores, o recado é claro: o estúdio busca uma forma mais eficaz de combater trapaças em um dos multiplayer assimétricos mais populares do mercado — mas, desta vez, sem deixar para trás quem joga no Linux e no Steam Deck.
Ficha técnica:
- Jogo: Dead by Daylight
- Desenvolvedora: Behaviour Interactive
- Novidade: testes com Denuvo Anti-Cheat no PC a partir de 2 de setembro
- O que não muda: suporte a Steam Deck e Linux/Proton; sem DRM

Carlos Araújo
Especialista em tecnologia e fundador da SuaInternet.COM. Com sólida experiência em desenvolvimento de software e inteligência artificial, dedica-se a criar soluções de alta performance e sites otimizados que conectam marcas a resultados. Entusiasta de sistemas Linux e automação, partilha aqui análises técnicas e tendências do ecossistema digital.